História da Rua Barão de Paranapiacaba

Por lá, alianças, anéis, brincos e colares de ouro e prata podem ser encontrados em diferentes modelos e a preços mais baixos que as grandes redes de joalherias. Além das lojas com vitrines nas calçadas, uma infinidade está instalada dentro de galerias. Contando também com fabricas e ourives. 

A Rua Barão de Paranapiacaba, já se chamou travessa do Padre Capão, rua da Mexia, das Sete Casas e da Caixa d’Água antes de receber a alcunha de “Rua do Ouro”, que foi dada apenas no século 20, depois de inaugurada a primeira fábrica e loja no endereço, em 1960.

A história da cidade e do estado de São Paulo, passam literalmente por suas ruas e prédios. Vizinha à Praça da Sé, travessa da Rua Quintino Bocaiúva,  a Rua Barão de Paranapiacaba é daqueles endereços que já não atendem pelo nome. Na boca do povo, trata-se da “Rua do Ouro”, já que concentra mais de 300 lojas de joias e semijoais em cerca de 100 metros de extensão.

 

Muitas vezes, a origem de importantes nomes da história do nosso país fica perdida no tempo e se torna corriqueiro esquecer grandes pensadores e intelectuais brasileiros.  Um dos casos mais famosos desse esquecimento é o famoso Barão de Paranapiacaba, que empresta seu nome a nossa querida rua. João Cardoso de Menezes e Sousa, nascido na cidade de Santos, no dia 25 de abril de 1827 foi um importante poeta e jornalista brasileiro.

Foi elevado a dignitário da Ordem da Rosa, chamado para o Conselho do Imperador, e eleito membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, onde se reunia o escol literário e científico do Rio de Janeiro, com o imperador à frente. Pouco depois, o imperador lhe concedeu o título de barão de Paranapiacaba, que lembrava a grande serra a cavaleiro de sua cidade natal.

A literatura nacional deve-lhe serviços inestimáveis, tanto por suas obras, como pelas traduções de clássicos, até então inexistentes em português, mercê do conhecimento profundo que tinha de inúmeros idiomas.

 

No entanto, o tempo daqueles que por lá passam tende a se estender, principalmente se forem guiados pelos inúmeros vendedores que trabalham por lá.

Afinal de contas, esse é o destino certo de quem garimpa alguma joia para dar de presente ou busca as alianças do casamento. Ao todo, são mais de 300 lojas distribuídas em galerias e edifícios, para todos os gostos e bolsos.

 

Por isso mesmo, tirar algumas horas para se deixar levar pelas opções pode se tornar uma verdadeira caça ao tesouro.

Mesmo assim, é dele o nome da rua que vai do número 25 ao 103 e que se tornou um movimentado ponto comercial da cidade. Hoje, é possível percorrê-la em poucos minutos, já que sua extensão é de, aproximadamente, 110 metros.

  • YouTube
  • Facebook Clean

© 2020 , AJOB - Associação dos Joalheiros da Rua Barão de Paranapiacaba  |  |